A P P A

Folha Verde

Informativo da Associação Pradense de Proteção Ambiental - ano 9 - Nº 1 - Setembro de 2007

O Rito da Primavera

José Roberto D'Elia


Da célebre composição musical de Stravinsky que tem esse nome, vamos ocupar-nos apenas do que seu tema tem a ver com a adoração das manifestações da natureza e com os mistérios do mundo físico na Primavera. Ela chegou novamente 

E a primavera é o tempo do canto dos pássaros nos jardins floridos, os jardins que, com iluminuras de História e Cultura, não fazem mal a ninguém, só bem. Por isso, vamos praticar o agradável hábito de passear pelos jardins e observá-los com cuidadosa admiração.
 

  • Jardim: porção de terra destinada ao cultivo de várias espécies de plantas.

  • Na Bíblia, jardim também significa um pomar, e os hebreus daqueles tempos bem conheciam a arte de cultivar pomares e jardins.

  • Todo mundo sabe que o paraíso terrestre era um jardim chamado Éden, cuja localização geográfica ainda hoje é objeto de pesquisas, tal a sua importância.

  • Um jardim bem cuidado e irrigado era símbolo da prosperidade, ao passo que os jardins mal tratados e onde a água faltava indicavam a miséria e a desolação.

  • O jardim de Getsêmani era o lugar favorito de Jesus para orar.
     

  • Na antiga Assíria, os príncipes construíram aquedutos para irrigar seus jardins.

  • No mundo greco-romano, os jardins assumiam frequentemente, significação religiosa, e o gosto pelo luxo exótico era origem de magníficos jardins privados.

  •  No Oriente, o jardim chinês tem sempre um simbolismo especial e, no Japão, os jardins são menores e usados para a meditação mais que para passeios.

  • No Ocidente, a partir da Renascença, surgiu uma nova arte de jardins, dominada pela simetria, perspectiva e arquitetura de vasos e estátuas. Assim foi e é na Itália, na França, na Alemanha e em outros países, com suas flores e desenhos característicos, a enfeitar cidades e alegrar as gentes.

E em Prado?

 Mãos de fada, em silêncio e com objetiva simplicidade, parecem estar empenhadas em tornar nossa cidade mais simpática, mas agradável, não só para os turistas que para cá vêm, mas para todos nós que aqui estamos o ano inteiro. 
Esse empenho sugeriu-nos esta idéia de saudar a Primavera e quem está a contribuir para sua beleza maior, espalhando graça (e de graça, sabemos!) pelas ruas e praças da cidade, enchendo-as de jardins e flores,

conservando o que existe e procurando sugestões práticas e mudas de flores e plantas que se adaptem às condições climáticas de Prado.

Ficaríamos pela metade de nosso empenho se não fizéssemos um sentido apelo à consciência de cada um, especialmente daqueles que, por sua posição na vida, possam ser qualificados como “formadores de opinião”, para considerar e coibir o triste fato, totalmente oposto à beleza da Primavera, que é o mau instinto de muitos de não respeitar as plantas,

ignorando que elas existem, por extrema bondade de Deus, para dar colorido e alegria a nossas vidas. A má educação de alguns está sempre a tentar igualar tudo à sua feiúra e depredam o belo. 

Usemos, pois, de todas as formas e meios para criar uma consciência ambiental adequada a implantar em nossa cidade, em nossos hábitos, o respeito integral pela natureza com suas plantas e suas flores, e que nossos jardins, em todas as primaveras e sempre, sejam conservados e multiplicados, como nos dão exemplo lindo aquelas mãos de fada que cuidam de Prado com amor e a humildade das violetas .
 

 




 

Núcleo de Educação Ambiental - O sonho que já é realidade

 
Graças ao trabalho de proteção ao meio ambiente que durante esses anos todos temos desenvolvido em Prado, fomos contemplados com um projeto pioneiro no Brasil, através da Diretoria de Educação Ambiental no Ministério do Meio Ambiente.

Mas, graças ao empenho e à determinação da Prefeitura Municipal de Prado, estamos aqui, hoje, com o NEAM praticamente pronto e já funcionando, faltando apenas fazer o paisagismo.

O Núcleo de Educação Ambiental é um espaço destinado à realização de cursos, seminários, treinamentos e oficinas voltadas  para o processo de construção do desenvolvimento sustentável.

Terá ainda a função social de promover a capacitação e formação de profissionais, estimulando a criação de emprego e renda, através de micro e pequenos empreendimentos ecologicamente corretos.

Em forma de uma aldeia indígena, o NEAM faz homenagem aos primeiros habitantes do Brasil e às três raças que compões o povo brasileiro.

No ano de 2000, recebemos financiamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente para a construção do primeiro Núcleo de Educação Ambiental e Difusão de Práticas Sustentáveis do Brasil.

A conclusão desse projeto não tem sido fácil, pois tivemos que contornar vários problemas no decorrer dessa obra: tivemos que fazer algumas adequações em virtude da forma como foi concebido o projeto, que originalmente seria todo construído com mão
de obra voluntária através de oficinas, o que se provou desde o início ser impossível, e também com relação ao material, pois no projeto era prevista a construção com madeira apreendida a ser doada pelo IBAMA, que não foi suficiente para um projeto de tão grande porte. 

As ocas trazem consigo o conhecimento acumulado por essas populações pelo convívio milenar com os ecossistemas brasileiros. É a habitação primitiva brasileira, conceituada em princípios de sobrevivência e conforto ambiental. Sua forma é adequada ao clima e representa o útero da convivência harmônica das famílias.

Os negros trouxeram com eles a habilidade do trabalho com metais e construíram por muitos anos utilizando tijolos crus – o adobe.

Os brancos trouxeram as tecnologias que foram usadas, difundidas e desenvolvidas nestes cinco séculos. A homenagem a esta raça é o uso de tecnologias limpas e sustentáveis.

Assim, é com satisfação e orgulho que convidamos a todos – moradores e visitantes – para uma visita ao Núcleo de Educação Ambiental e Difusão de Práticas Sustentáveis de Prado.

  

Parque Nacional Marinho de Abrolhos luta pela zona de amortecimento e resiste ao
maior empreendimento de carcinocultura do país

Marcello Lourenço

 
 

A região de Abrolhos compreende um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por importantes remanescentes de mata atlântica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. Lá podem ser encontradas várias espécies endêmicas como o coral-cérebro, além de mamíferos ameaçados de extinção, como a baleia jubarte. A região tem a maior biodiversidade do Atlântico Sul e foi declarada, em 2002, área de Extrema Importância Biológica pelo Ministério do Meio Ambiente. O primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil foi criado justamente nessa região, em 1983, ao largo das ilhas que compõem o arquipélago dos Abrolhos, onde se encontram algumas das mais importantes colônias de aves marinhas do país. 

Conhecedores da insustentabilidade ambiental e social do projeto e consequentemente da posição contrária do IBAMA, os empreendedores partiram para ações judiciais para tentar suspender a ZA. Conforme denunciado pela revista Carta Capital de julho deste ano, o advogado Marcelo Palma, além de articulador da ação que suspendeu a ZA, é assessor jurídico da Bahia Pesca (órgão estadual de fomento à pesca e aqüicultura), advogado das prefeituras na ação contra a Reserva Extrativista do Cassurubá (que quando criada inviabilizará definitivamente o empreendimento da COOPEX), e é também o advogado dos empreendedores! 

A suspensão da zona de amortecimento fundamenta-se apenas na forma (portaria) e não no mérito da ZA, foi uma “brecha” de interpretação da legislação ambiental. E quanto à forma o governo encontrará a solução mais adequada. É uma questão de interesses coletivos contra interesses individuais e por isso estamos confiantes na manutenção da zona de amortecimento.

Prova disso é que recentemente a Justiça Federal acolheu ações do Ministério Público e determinou a paralisação dos licenciamentos de carcinicultura na Bahia.

Os argumentos das prefeituras são puramente econômicos, favorecendo grupos empresariais e políticos em detrimento de seu papel de trabalhar pelos interesses coletivos, sociais e que conduzam a um desenvolvimento sustentável. As populações locais precisam de instrumentos como a ZA, que garantam a proteção dos ecossistemas que as sustentam e protejam-nas da pressão dos grandes empreendimentos. 

A derrubada da ZA significa um retrocesso nas políticas de desenvolvimento sustentável da região dos Abrolhos. Os limites da zona foram estabelecidos após anos de pesquisas sólidas e trabalhos técnico-científicos de modelagem da dispersão de óleo em cenários de derramamento, simulados em função dos ventos e correntes predominantes na região. Além disso, o assunto foi debatido com representantes dos governos federal, estadual e municipais, setor produtivo (pesca, turismo) e pesquisadores. Agora a ação de prefeituras põe tudo a perder.

A ZA não impede o desenvolvimento econômico, apenas visa assegurar um desenvolvimento sustentável, com atividades como o turismo e a pesca, que empregam hoje cerca de 100.000 pessoas na região. Não se pode arriscar isso tudo por um empreendimento que beneficia cerca de 20 associados. A COOPEX definitivamente escolheu o local mais impróprio do país para se instalar.

 A única restrição da ZA é para a exploração de petróleo e gás, devido ao seu alto risco ambiental no banco de corais de Abrolhos. A ZA sinaliza para o mundo que o desenvolvimento aqui não se faz a qualquer custo, pelo contrário, os riscos ambientais são estudados e evitados, colocando-se em prática o princípio da precaução estabelecido desde a Agenda 21 e preceito fundamental do Direito Ambiental.

O Brasil já é auto-suficiente em petróleo e não precisa destruir o maior banco de corais do Oceano Atlântico Sul para produzir

combustível fóssil, principalmente quando o mundo inteiro discute o aquecimento global e busca fontes alternativas de energia. Também não dá para conciliar o maior empreendimento de carcinicultura do país com a área de maior biodiversidade da costa brasileira.

Sem a zona de amortecimento o Parque fica exposto à possibilidade de impactos ambientais sem precedentes. Além do petróleo, a carcinicultura, por exemplo, também não é novidade no Brasil nem no mundo. Diversos países já foram arrasados por esta atividade, como o Equador e o Vietnã. No Brasil os estados do Ceará e Rio Grande do Norte não podem nem ouvir falar em carcinicultura. A destruição ambiental lá é gritante, basta visitar. Pescadores e ribeirinhos de Caravelas que defendem a Reserva Extrativista estiveram lá e conheceram de perto o caos que resta dos empreendimentos. Para se ter uma idéia, em uma só cidade (Aracati/CE), mais de 3.000 pessoas perderam seus postos de trabalho no ano passado com a falência das fazendas de criação de camarão. 

Por fim o SNUC, quando trata da obrigatoriedade de autorização do órgão gestor da unidade de conservação afetada, fala em empreendimentos que afetem a UC ou sua zona de amortecimento. O empreendimento da COOPEX, pelas dimensões que possui, afeta o Parque Nacional e se for preciso provaremos isso na Justiça. O IBAMA já recorreu da decisão que suspendeu a ZA e em breve ela deve ser reconstituída. Da mesma forma o Governo Federal deve criar a qualquer momento a Reserva Extrativista Marinha de Cassurubá, inviabilizando definitivamente a tentativa da carcinicultura no principal estuário do banco dos Abrolhos.

 

Parque Nacional do Descobrimento
Eurípedes Pontes Júnior

 

 Localizado no município de Prado, a unidade possui 121.129 hectares, sendo o maior fragmento de mata atlântica da região nordeste. Possui um formato em forma de estrela, o que aumenta muito o seu perímetro, sendo 157 km de contorno, fazendo divisa com assentamentos agrários e propriedades rurais de tamanhos variados, nos quais a fronteira da mata tem por continuação plantios diversos, pasto e áreas de mata.

Foi criado a partir de negociações com a empresa Brasil Holanda, que explorava a área através de manejo sustentável, sendo que a pressão de entidades locais para a criação do Parque também foi fator decisivo para tal fato.

Desta forma, aproveitando a comemoração dos 500 anos da chegada dos portugueses, o Governo Federal adquiriu duas áreas da referida empresa, em uma negociação envolvendo milhões de reais, criando a partir de decreto em 20 de abril de 1999 os Parques do Descobrimento e do Pau-Brasil, este no município de Porto Seguro.

A área é apontada como de extrema importância para a preservação da biodiversidade, sendo que em 2000 recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO.

O Parque Nacional do Descobrimento está inserido nas bacias hidrográficas do Rio Cahy, do Peixe, Imbassuaba, japara grande, japara mirim, sendo que a maioria dos cursos d'água na região têm sentido leste – oeste, como é o caso do Rio Cahy que tem sua nascente na serra do Gaturama.

 Isto demonstra que há de se ter atenção para as áreas fora do Parque, que podem interferir na unidade devido ao carreamento de substâncias para o interior da área protegida, o que de certa forma é contemplado através da resolução CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente, nº 13 de 1990, onde se lê que qualquer atividade que possa afetar a biota num raio de dez quilômetros ao redor do Parque deve ter anuência da unidade.

Por outro lado, a unidade se mostra de grande importância para a preservação dos recursos hídricos da região, uma vez que ajuda a preservar grande parte dos mananciais que abastecem as comunidades da região, garantindo assim o modo de vida de centenas de famílias.      

O Parque Nacional do Descobrimento é formado pela chamada mata de tabuleiro, onde grandes extensões de terra aplainadas em seu topo, são entrecortadas por depressões conhecidas por boqueirões, normalmente o leito de algum curso d’água.

A cobertura vegetal, classificada como Floresta Ombrófila Densa em bom estado de conservação, apresenta árvores atingindo até 30 metros, sendo exemplares típicos a braúna, o parajú, biriba, arruda, gindiba, juerana, etc.,  com séculos de existência.

Com relação à fauna, a área abriga animais ameaçados de extinção, como o mutum-do-sudeste, a onça pintada, a harpia e outros.

 Até o momento, há o registro de 32 pesquisas em aberto na unidade, focando estudos na flora, fauna e nas relações homem-natureza.

No que diz respeito a Plano de Manejo e construção da Sede Administrativa na própria unidade, há sinalizações positivas quanto à disponibilização do recurso necessário para consecução de tais atividades, já tendo sido encaminhados documentos relativos aos assuntos.

A equipe do PND investiu no último ano na formação do Conselho Consultivo, que é uma forma de garantir a participação da sociedade na gestão da unidade.         Atualmente, aguarda-se o posicionamento de algumas instituições quanto a participação no referido conselho, estando previstas 28 vagas, divididas entre o Poder Público (11) e a Sociedade Civil (17). Já está agendada a capacitação dos conselheiros, que ocorrerá em outubro deste ano.      

Com relação às atividades de monitoramento e fiscalização, tem-se grandes desafios com relação ao fogo, sendo que os dados sistematizados até o momento mostram uma perda de aproximadamente 2000 hectares por ação de incêndios que afetaram a unidade desde sua criação. Anualmente há a contratação de 21 brigadistas representativos das comunidades do entorno, que trabalham na prevenção e controle de incêndios florestais.

Com relação à fiscalização, tem-se obtido resultados satisfatórios no controle de atividades ilícitas como a caça e a retirada ilegal de madeiras, sendo que os parceiros do Poder Judiciário têm contribuído bastante para tal fato. A unidade conta com  equipamentos específicos e pessoal capacitado para a execução de tarefas de fiscalização.

 Mostram-se como desafios para a sociedade como um todo o industrianato (fabricação de artesanatos de madeira utilizando espécies ameaçadas de extinção) e o comércio de caça.

Apostou-se bastante na educação ambiental, tendo ocorrido cursos ministrados em parceria com outras entidades além de divulgação de informações ambientais através de inserções em rádios e em páginas na internet

 Com relação ao entorno, segundo dados da Aracruz Celulose, os plantios de eucalipto próximos da unidade são da ordem de 2800 ha, com aproximadamente 5 anos, sendo oriundos de contratos entre a empresa e os fomentados. Atualmente discute-se o processo de corte e transporte de forma a minimizar os impactos no meio ambiente.

 Outras culturas que também vêm sendo fomentadas na região são o maracujá e a pimenta, sendo que ambos necessitam de estacas para o desenvolvimento do plantio, o que vem causando desmatamento na região como um todo.

Nestes termos, a atuação da equipe do PND se dá no sentido de dialogar com os Bancos do Brasil e do Nordeste bem como com os produtores, no sentido de encontrar soluções para o problema, de forma a se ter a produção com preservação do meio ambiente.

Além do exposto, a unidade também tem envolvimento com a questão indígena, sendo que encontra-se ocupada desde 2003 por famílias que reclamam para si o direito da Terra Indígena Pataxó. Atualmente existe um GT para identificação e delimitação da Terra Indígena Comexatiba, conforme portaria da FUNAI, tendo como área de estudo parte do município de Prado.           

Também há proposta do Ministério do Meio Ambiente de ampliação do Parque, visando aumentar a área protegida (maior parte da ampliação são áreas de mata pertencentes a terceiros). A ampliação mobilizou os proprietários interessados que agora discutem proposta alternativa e criação de RPPNs.

O Parque Nacional do Descobrimento, por estar envolvido em área de relevante interesse ecológico, participa de diversas ações regionais como o Projeto Corredores Ecológicos, Projeto Mosaico, Projeto Sítios do Patrimônio Natural, além de outros.

 

                   Sonhos Possíveis                                        2º Festival Gastronômico de Prado 

Maria Ferraz
 

Dizem que sou pessoa sonhadora! É verdade mesmo. Às vezes me pego sonhando com escolas perfeitas, com atendimento médico preventivo correto e casas simples para uma população simples, e tantos e tantos sonhos às vezes impossíveis e até fantasiosos.

Ultimamente tenho sonhado com a reciclagem do lixo. Esse sonho veio de ver tanto lixo jogado no Rio Jucuruçu, nas ruas de Prado (apesar do lixeiro passar todos os dias) e também de pensar que aqueles caminhões de lixo irão jogá-lo em algum lugar. Onde? E dentro da minha ignorância de saber o local do lixão. Imagino que quando um lixão chega ao seu ponto máximo, muda-se de lugar,  e assim, sucessivamente, vão se criando lixões (que não nos incomodam porque não o vemos nem sentimos o mau cheiro) que vão se proliferando e contaminando o nosso meio ambiente.

Parece aquela figura patética que se diz “jogar o lixo debaixo do tapete”.

E nos lixões devem aparecer os ratos, as baratas e pessoas que sobrevivem ou morrem contaminadas pelos lixões, que com certeza contaminam tudo e todos.

Como sei que o Secretário do Meio Ambiente também está preocupado com esse fato, pois Prado está crescendo, gostaria de compartilhar com ele um pouco dos meus sonhos possíveis; A reciclagem do lixo!!

Sei que todas as ações de mudança de comportamento implicam em uma série de atitudes. O primeiro ponto seria educar a população com uma campanha para que seja esclarecido o que é reciclável. E aí entra uma série de questionamentos que considero difíceis mas não impossível de ser realizado: como conseguir pessoal voluntário? Para onde endereçar esse material? Alguém compraria esse material? Qual a viabilidade desse projeto, que penso deve começar de forma simples, envolvendo 2 ou 3 ruas inicialmente, e assim, crescendo pelo exemplo dado.

Com esse sonho possível, olho para o judiado Rio Jucuruçu e penso que ele agradecerá.

Tenho certeza que os bem intencionados deste Fórum irão pensar com carinho sobre esse tema. E o meio ambiente vai agradecer, com certeza.


  


A gastronomia é uma atividade econômica que encerra as manifestações culturais e as identidades dos povos por meio da sua culinária – aí entendidos o conjunto e ambiência onde são desenvolvidos os seus princípios e rituais.

As pessoas buscam novos conhecimentos, querem experimentar novos sabores, vivenciar outras culturas e a gastronomia pode ser o motivo principal, ou o inicial, para se conhecer determinado local. 

Além disso, ao conhecer novas culturas, alimentos e sabores, o homem tem a necessidade que esse momento seja um evento especial, como se fosse um ritual de prazer, ou seja, o mesmo alimento, saboreado sozinho (sem outras pessoas), não teria o mesmo sabor, ou não proporcionaria o mesmo prazer. Isso mostra a importância dos rituais gastronômicos para o ser humano: são novas descobertas.

Por esse motivo, Prado tem investido nesse segmento, pois acredita que a gastronomia é muito importante e relevante para o turismo e possibilita inúmeras oportunidades para todos aqueles que souberem explorar esse nicho de mercado, direta ou indiretamente.

Pelo segundo ano consecutivo, o Festival Gastronômico de Prado se apresenta como um produto turístico capaz de gerar grande oportunidade de negócios para os restaurantes, lanchonetes, pizzarias, cabanas de praia, hotéis, pousadas, locadoras de veículos, agências de viagens, receptivos e demais segmentos do comércio da cidade, inclusive fornecedores, de forma economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta.
 

Então, quem vier a Prado no feriadão de 05 a 15 de outubro de 2007 e se aventurar entre as maravilhas do Sul da Bahia, poderá desfrutar todas as delícias apresentadas no 2º Festival Gastronômico de Prado que com certeza irá superar a expectativa dos paladares mais exigentes.

Entre ruas de paralelepípedos e casario antigo, será possível degustar o melhor da culinária baiana, nos restaurantes, cabanas de praia, pizzarias e lanchonetes da cidade.

Portanto, já programe o seu feriado de 5 a 15 de outubro de 2007!!! Venha conferir as maravilhas que serão apresentadas no 2º Festival Gastronômico de Prado. Vai ser uma delícia!!!! 

 


 


 

 

 

Ai de Quem Ferir a Terra



 





Beatriz Monjardim Faria Santos Rabelo

 “Bem aventurado sereis por semear as margens de todo curso d’água, mas ai de ti devastador, que ainda não foste devastado!” 

“Aproximai-vos nações para ouvir, e povos estais atentos!”

 (Isaias 33.1 e 34.1)


 Assim nos falou Deus na voz de seu profeta.
É Deus quem nos dá esse alerta.
Mas já ninguém lembra,
Ninguém ouve mais a palavra de Deus,Nem dela tomam ciência...
E quão severa essa advertência!
Ai daqueles que ferirem a terra!
Mas estão surdos, corações ateus!
Que mais é preciso?
Que gritem as pedras, que se movam as montanhas?
Ah! Quantos já dormem em suas entranhas...
Quantos foram levados pela correnteza!
Mas estão cegos, não ouvem o aviso,
Não entendem a cólera da mãe natureza.
Não escutam seu grito de guerra.
Que geração é essa, tão pervertida,
De seres gananciosos, de homens perversos,
Que brincam de deuses, criando vidas,
Querem conquistar o universo,
E matam a terra!!

 

 

 



 




Rod. Prado x Itamaraju km 1,5, Ribeira , Núcleo de Educação Ambiental:: (73) 3298 1647 ::
appa@pradonet.com.br